Num canto sossegado do Escrita Cafeína, a tag #tbt reúne textos que navegam pelas águas da memória. Inspirada no movimento Throwback Thursday — a quinta-feira do retorno ao passado —, esta marca tornou-se um convite para revisitar momentos, afetos, cheiros e dores que o tempo não apagou. Aqui, mais do que uma hashtag de rede social, o #tbt vira gênero literário: crônicas que resgatam o instante, poemas que guardam saudade, ensaios que costuram o ontem com o hoje.
Nesta página, você encontrará uma curadoria dos textos que carregam essa etiqueta. Cada um deles é uma fresta no tempo, um lampejo de vida que insiste em não ser esquecido. Prepare uma xícara de café, aconchegue-se na poltrona e deixe que as palavras o levem de volta — ou para frente, porque a memória também é matéria de recomeço.
O que significa #tbt?
A expressão Throwback Thursday popularizou-se nas redes sociais por volta de 2010, quando usuários passaram a compartilhar fotografias antigas às quintas-feiras com a hashtag #tbt. O gesto simples de olhar para o passado e publicá-lo no presente criou um ritual coletivo de nostalgia. No Escrita Cafeína, a tag ganhou contornos próprios: deixou de ser apenas uma imagem e transformou-se em palavra escrita. Cada texto #tbt é uma fotografia verbal — um retrato de infância, um diálogo com a cidade que já não existe, uma conversa com quem partiu.
A memória na literatura
Escrever sobre memória é um dos gestos mais antigos da literatura. De Proust a Conceição Evaristo, passando por Mia Couto e Carolina Maria de Jesus, a matéria do lembrar sempre alimentou a prosa e a poesia. No contexto brasileiro, a crônica — gênero que o Escrita Cafeína cultiva com carinho — é território fértil para a memória. Cronistas como Rubem Braga, Paulo Mendes Campos e Eliane Brum fizeram do instante vivido um texto que atravessa gerações. Os textos #tbt do blog dialogam com essa tradição: são pequenas cápsulas do tempo que convidam o leitor a parar, sentir e lembrar junto.
O que você encontra nos textos #tbt
A tag #tbt é transversal: aparece em crônicas, poemas, relatos pessoais e até em análises de filmes que lidam com o tempo. Entre os temas recorrentes estão:
- Infância e casa: memórias da avó, do quintal, do bolo de fubá, da primeira bicicleta.
- Amores e despedidas: reencontros com o que se foi, cartas nunca enviadas, beijos guardados.
- Cidade e mudança: a rua que já não é a mesma, o cinema de bairro fechado, a praça que virou concreto.
- Política e resistência: memórias de lutas, de Marielle, de Dandara, do grito que ainda ecoa.
- O cotidiano como documento: o café queimado, a conversa no ponto de ônibus, o silêncio da pandemia.
Por que ler #tbt?
Ler os textos marcados com #tbt é fazer uma pausa na correria dos dias. Em um mundo que empurra para o novo a todo custo, revisitar o passado é um ato de resistência e de cuidado. São palavras que aquecem o peito, que nos lembram de onde viemos e, quem sabe, apontam para onde queremos ir. Além disso, a escrita memorialística afina a nossa percepção: aprendemos a notar os pequenos detalhes, a valorizar o que parece banal, a enxergar poesia no miúdo.
Perguntas frequentes sobre a tag #tbt
- O que significa a hashtag #tbt?
- #tbt é a sigla para Throwback Thursday (quinta-feira do retorno, em tradução livre). Originalmente, as pessoas publicavam fotos antigas às quintas-feiras. No blog, a tag identifica textos que evocam memórias, sejam elas pessoais, literárias ou históricas.
- Como encontrar todos os textos #tbt do Escrita Cafeína?
- Você está na página oficial da tag. Basta navegar pelos posts abaixo ou usar o menu de categorias no rodapé para explorar outros temas. Os textos mais recentes aparecem primeiro.
- Posso sugerir um tema para um texto #tbt?
- Claro! O Escrita Cafeína acolhe colaborações. Entre em contato pelo e-mail [email protected] com sua ideia. Adoramos ler memórias alheias — elas sempre encontram eco em alguém.
Textos em destaque
Confira abaixo alguns dos textos mais recentes e marcantes que carregam a tag #tbt. As categorias do blog também oferecem passeios temáticos: Café com Leite (crônicas leves), Balas de Café (textos curtos e doces), Cappuccino Grande (ensaios mais longos) e Chafé (análises e reflexões).