Há dias em que a alma se recusa a sossegar. As perguntas tornam-se mais altas que as respostas, e o silêncio, antes acolhedor, revela-se um abismo de incertezas. São nessas horas que percebemos o quanto estamos vivos — e o quanto isso dói.
A inquietude é talvez a única certeza que temos: a de que nunca estamos completamente em paz. Ela nos move, nos desloca, nos arranca do lugar comum. Sem ela, seríamos estátuas; com ela, somos humanos.
Este texto é um convite para abraçar o desconforto. Para sentar-se à mesa com as próprias dúvidas e ouvi-las. Porque é no meio do turbilhão que as melhores palavras nascem.