O poema "Infante", de Vandia Leal, é uma delicada incursão pelo universo da infância, marcada por imagens que evocam a pureza e a efemeridade dos primeiros anos de vida. Publicado originalmente no Escrita Cafeína, o texto convida o leitor a revisitar memórias de um tempo em que o mundo era descoberto a cada passo.
Com versos que fluem como lembranças, Vandia Leal constrói uma atmosfera de suave nostalgia. A figura do infante — a criança que ainda não fala, mas já sente — é central na obra, representando o início da jornada humana. A linguagem poética utiliza metáforas do cotidiano para expressar a fragilidade e a beleza do crescimento.
A poeta brasileira, conhecida por sua sensibilidade, entrega em "Infante" um texto que toca o leitor pela simplicidade e profundidade. A obra é um convite à reflexão sobre a passagem do tempo e a importância de preservar a criança interior. Cada estrofe parece capturar um instante fugaz, uma descoberta, um brilho nos olhos que o amadurecimento teima em apagar.
O poema transita entre o concreto e o abstrato, usando elementos do cotidiano — um brinquedo, uma janela aberta, o cheiro de terra molhada — para construir pontes com o mundo interior da criança. Há uma musicalidade suave, quase como uma cantiga de ninar, que embala o leitor e o transporta para esse espaço de inocência.
Vandia Leal demonstra, mais uma vez, seu domínio da palavra poética e sua capacidade de transformar o comum em extraordinário. "Infante" não é apenas um poema sobre a infância; é um espelho no qual podemos enxergar nossa própria essência, antes que as camadas da vida adulta a recubram.
A publicação deste poema no Escrita Cafeína reafirma o compromisso do blog em oferecer conteúdo literário de qualidade, que aquece o coração e alimenta a alma. Leitores que apreciam poesia intimista encontrarão em "Infante" um momento de pausa e conexão com o que há de mais genuíno no ser humano.